Ministério Público de Pernambuco
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Destaques do MPPE

24/04/2019 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou ao Conselho Municipal de Defesa e Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente e à associação Conexão Social de Lagoa do Itaenga que observassem os princípios que regem a administração pública no que diz respeito ao manejo das verbas públicas destinadas à promoção de políticas em defesa de crianças e adolescentes. A prestação de contas das atividades financiadas pelos cofres públicos é uma obrigação de todas as instituições, sejam elas públicas, privadas ou sem fins lucrativos.

Além disso, o MPPE recomendou que o Comdica de Lagoa do Itaenga não efetue qualquer repasse de verbas públicas à entidade Conexão Social enquanto ela não prestar contas dos valores já recebidos para a execução de projetos na área da infância e juventude.

Cabe ao Comdica escolher e fiscalizar as associações que recebem verba oriunda do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, uma vez que a má utilização dos recursos pode ensejar suspensão ou devolução dos valores”, ressaltou a promotora de Justiça Evânia Cíntin de Aguiar Pereira.De acordo com a promotora, a Promotoria de Justiça de Lagoa do Itaenga recebeu ofícios do Itaú Social e do Banco Santander informando sobre repasses financeiros de R$ 300.000,00 e R$ 176.977,79, respectivamente, ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Conforme a recomendação, para efetuar os repasses desses recursos, o Comdica deverá realizar um procedimento seletivo, exigindo das entidades a apresentação de projetos em defesa de crianças e adolescentes com, no mínimo: identificação do objeto do trabalho; metas a serem atingidas; etapas de execução do projeto; plano de aplicação dos recursos financeiros; cronograma de desembolsos; previsão de início e fim da execução do objeto e de suas respectivas etapas.

O MPPE ainda orientou que o Comdica exigisse da associação a documentação necessária para que o projeto seja selecionado para a realização de atividades com crianças e adolescentes. Além disso, o Conselho não deve repassar verba pública ao Conexão Social, enquanto o projeto não prestar as contas dos valores recebidos anteriormente para execução de projetos ligados à infância e adolescência.

A utilização de recursos públicos é regulamentada por uma complexa legislação, sendo que, a observância desses normativos, por parte dos executores, é condição obrigatória para a obtenção de futuros auxílios. Cabe ao Comdica escolher e fiscalizar as associações que recebem verba oriunda do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, vez que a má utilização dos recursos pode ensejar suspensão e/ou devolução de valores”, afirmou a promotora de Justiça Evânia Aguiar.

23/04/2019 - As crianças e adolescentes que necessitam ser retiradas do convívio familiar para serem protegidas de situações de violência ou vulnerabilidade social são encaminhadas para casas de acolhimento. Para garantir que o atendimento às necessidades de cada um desses meninos e meninas seja feito de maneira individualizada, respeitando suas vivências e seus contextos familiares, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) está reunindo a rede de acolhimento institucional e o sistema de Justiça no 2º Encontro Individualizando o Cuidado. O evento teve início na manhã desta terça-feira (23) e continuará na próxima terça (30), no auditório da Coordenadoria de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Pernambuco.

É muito importante que as casas sejam um local de efetivo acolhimento para as crianças e adolescentes. Hoje vamos fazer uma reflexão, buscando qualificar os serviços dessas casas. O MPPE produziu uma cartilha que visa detalhar, de forma simples, como devem ser elaborados os planos de atenção individualizada para cada criança e família, de modo que os profissionais saibam como lidar com as situações identificadas”, ressaltou a promotora de Justiça Jecqueline Elihimas. Ela destacou ainda que o Ministério Público vai apresentar, no encontro que será realizado na próxima semana, um diagnóstico das casas de acolhimento baseado nas últimas inspeções, realizadas em março.

Já a promotora de Justiça Rosa Maria da Carvalheira explicou que o papel do evento é permitir um intercâmbio de olhares e ideias entre os integrantes das equipes técnicas das casas de acolhimento, órgãos do poder público e do terceiro setor que atuam na proteção da infância e juventude. Também houve a exibição do documentário Além do abrigo: do acolhimento institucional à vida adulta.

De acordo com o juiz Élio Braz, da 2ª Vara da Infância e Juventude da Capital, a interação entre os atores do sistema de Justiça, poder público e terceiro setor que atuam no acolhimento institucional é o único meio de obter melhorias na prestação desse serviço. “Nessa equação há uma série de elementos que não dependem apenas da Justiça, mas de uma ação articulada eficaz de todos os órgãos públicos. Houve avanços, em especial na área da Assistência Social, mas a rede de proteção ainda precisa ganhar amplitude”, ressaltou o magistrado. Ele também defendeu que outros setores que lidam com a temática da infância e juventude, como os serviços de educação e saúde pública, busquem se integrar ao debate do acolhimento institucional.

Essa realidade faz parte do cotidiano da psicóloga Mariângela Dobbin, que trabalha na casa de acolhimento Larbem, que fica no bairro do Cordeiro, no Recife. “Temos capacidade para receber até 20 meninas e fazemos um trabalho de acolhimento buscando inserir essas crianças e adolescentes na escola, promover cuidados de saúde e tentar manter os vínculos familiares delas. A adoção dos planos de atendimento individualizados é uma necessidade para guiar o trabalho dos psicólogos, assistentes sociais, cuidadores. Infelizmente, temos um entrave na área da saúde, porque a rede pública não tem dado um apoio satisfatório”, alertou.

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16/04/2019 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou aos prefeitos de Buenos Aires, José Fábio de Oliveira; e Tracunhaém, Belarmino Vasquez, que designem servidores municipais para implementar e acompanhar as providências necessárias para a realização de todo o processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar. Os servidores, além de organizar os processos nas cidades, deverão servir como referência de contato sempre que se mostrar necessário, tanto por parte dos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdicas), quanto por parte das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude.

Aos presidentes dos Comdicas, o MPPE recomendou que organizem comissões especiais para conduzir os processos de escolha, com composição paritária entre representantes do governo e da sociedade; e que utilizem a sugestão de calendários de atividades, já enviados pela promotora de Justiça, que contemplam as diversas etapas do processo de escolha a serem executadas pela comissão especial.

O processo unificado de escolha para Conselheiros Tutelares está previsto para acontecer no dia 6 de outubro deste ano, em todo o país. Os eleitos devem tomar posse em 10 de janeiro de 2020.

Por fim, o MPPE recomendou que os Comdicas forneçam os recursos humanos e materiais necessários para a condução do pleito, incluindo o fornecimento de assessoria técnica e jurídica; que seja dada ampla divulgação do processo, bem como dos locais de votação; e que providenciem, junto às Guardas Municipais e à Polícia Militar, as medidas necessárias para garantir a segurança desse processo de escolha, incluindo escolta das urnas e presença de equipe nos locais de votação, bem como nos locais de apuração.

O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, essencial ao Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, concebido na perspectiva de desjudicializar e agilizar o atendimento público infantojuvenil e encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente”, observa a promotora de Justiça Aline Daniela Florêncio Laranjeira, nas duas recomendações.

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09/04/2019 - Com o objetivo de acompanhar todo o processo de eleição unificada dos conselheiros tutelares, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Olinda (Comdica), em especial aos membros da Comissão Especial criada para conduzir o processo eleitoral, que somente aceite declarações de experiência na área da infância e juventude firmadas pelos representantes legais das entidades da sociedade civil cadastradas no Comdica há mais de três anos.

Essa exigência está prevista na Lei Municipal nº5.370/2003, que estabelece às pessoas que desejam se candidatar ao cargo de conselheiro tutelar a necessidade de comprovar atuação na proteção aos direitos de crianças e adolescentes, por meio de duas declarações emitidas por entidades que atuam na área. Além disso, a Comissão Especial deve se assegurar de que as certidões foram firmadas pelos representantes legais dessas instituições.

“Em caso de suspeita ou constatação de falsidade ideológica ou documental, os fatos devem ser comunicados imediatamente ao Ministério Público, com envio dos documentos correspondentes, para apuração dos fatos nas esferas administrativa e criminal”, alertou a promotora de Justiça Aline Arroxelas.

A Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e Juventude de Olinda recomendou ainda que os representantes legais das entidades que atuam na área observem a obrigação de que apenas o representante legal pode assinar as declarações ou certidões exigidas para a inscrição de candidaturas ao Conselho Tutelar. Além disso, o MPPE orienta que tais declarações devem ser emitidas apenas em favor de pessoas cuja atuação e experiência sejam reconhecidas e comprovadas, indicando o período e o tipo de trabalho desenvolvido pelo interessado.

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08/04/2019 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) se uniu com as Polícias Civil e Militar de Pernambuco e com o Conselho Tutelar de Lagoa Grande para realizar, na última sexta-feira (5), a Operação Lagoa Grande Pacífica. A ação, que contou com blitzes educativas e fiscalização na cidade de Lagoa Grande e no povoado de Vermelhos, teve como resultado duas notificações do Conselho Tutelar  aos responsáveis por crianças e adolescentes encontrados em situação de risco, 31 notificações por infrações de trânsito e o recolhimento de 22 motos e um automóvel.

Segundo o promotor de Justiça Filipe Regueira, a Operação foi pensada para reprimir situações de risco a crianças e adolescente identificadas pelos conselheiros tutelares, como a prática de venda ou fornecimento de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos; tráfico de drogas; prostituição infantil; e condução de veículos por adolescentes.

Durante a fiscalização, os integrantes da Operação Lagoa Grande Pacífica localizaram um homem fornecendo bebida alcoólica para uma adolescente em um local identificado como ponto de prostituição infantil. Ele foi autuado em flagrante e encaminhado à Polícia, enquanto a jovem foi encaminhada para a família. Os conselheiros tutelares autuaram o responsável por ela.

Outra atividade da fiscalização consistiu em inspecionar bares e casas de festas. “Conversamos com os proprietários para orientá-los sobre a proibição de acesso a menores de 18 anos e que a venda ou fornecimento de bebidas alcoólicas e outras substâncias a esse público é crime. Eles também foram avisados de que os conselheiros tutelares farão um acompanhamento constante nos estabelecimentos”, relatou Filipe Regueira.

Em relação às infrações de trânsito, o trabalho enfocou a avenida principal do povoado de Vermelhos, onde, segundo informações do Conselho Tutelar, é comum que jovens conduzam motocicletas sob efeito de álcool, sem capacete e fazendo manobras perigosas.

O Conselho Tutelar apresentou as irregularidades à Promotoria de Justiça e nós articulamos essa ação, em parceria com a 7ª Companhia Independente de Polícia Militar e a Delegacia de Lagoa Grande. Foi uma operação muito bem sucedida e que, certamente, deverá acontecer mais vezes”, destacou o promotor de Justiça.

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08/03/2019 - Segundo recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), os prefeitos de Araripina, Palmares, São José do Egito e Tuparetama devem designar um servidor municipal para acompanhar as providências necessárias para a realização de todo o processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar. O servidor escolhido, além de organizar o processo, deverá servir como referência de contato, sempre que se mostrar necessário, tanto por parte do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDA), quanto por parte da Promotoria de Justiça da Infância e Juventude.

Ao presidente do CMDA, o MPPE recomendou que organize uma comissão especial para conduzir o processo de escolha, cuja composição deverá ser paritária entre representantes do governo e da sociedade; e que utilize a sugestão de calendário de atividades, já envidado pela Promotoria de Justiça, que contempla as diversas etapas do processo de escolha a serem executadas pela comissão especial.

O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente ainda deve elaborar o edital destinado a convocar e regulamentar o processo de escolha. O edital precisa ser concluído até o dia 22 de março, para avaliação do MPPE e publicar até 5 de abril, a fim de garantir que todo o processo seja desenvolvido no prazo máximo de seis meses. O processo unificado de escolha para Conselheiros Tutelares está previsto para acontecer no dia 6 de outubro deste ano, em todo o País. Os eleitos devem tomar posse em 10 de janeiro de 2020.

Por fim, o MPPE recomendou que o CMDA forneça os recursos humanos e materiais necessários para a condução do pleito, incluindo o fornecimento de assessoria técnica e jurídica; seja dada ampla divulgação do processo, bem como dos locais de votação; e que providencie, junto à Guarda Municipal e à Polícia Militar, as medidas necessárias para garantir a segurança desse processo de escolha, incluindo escolta das urnas e presença de equipe nos locais de votação, bem como no local de apuração.

Saiba mais: Os Conselhos Tutelares são órgãos permanentes e autônomos, formados por equipes de cinco membros eleitos pela população local. Caberá a eles fiscalizar, no âmbito municipal, a atuação dos órgãos públicos e entidades governamentais e não governamentais de atendimento a crianças, adolescentes e famílias. Um município poderá ter mais de um Conselho Tutelar, de acordo com a sua população.

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26/02/2019 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou ao prefeito de Tabira, Sebastião Dias Filho, que designe servidor municipal para acompanhar as providências necessárias para a realização de todo o processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar. O servidor, além de organizar o processo, deverá servir como referência de contato sempre que se mostrar necessário, tanto por parte do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica), quanto por parte da Promotoria de Justiça da Infância e Juventude.


“O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, essencial ao Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, concebido na perspectiva de desjudicializar e agilizar o atendimento do público infantojuvenil e encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente”, observou a promotora de Justiça Eryne Ávila dos Anjos Lima, na publicação.

Ao presidente do Comdica, o MPPE recomendou que organize uma comissão especial para conduzir o processo de escolha, cuja composição deverá ser paritária entre representantes do governo e da sociedade; e que utilize a sugestão de calendário de atividades, já enviado pela Promotoria de Justiça, que contempla as diversas etapas do processo de escolha a serem executadas pela comissão especial.

O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente ainda deve elaborar o edital destinado a convocar e regulamentar o processo de escolha. O edital precisa ser concluído até o dia 22 de março, para avaliação do MPPE e publicação até 5 de abril, a fim de garantir que todo o processo seja desenvolvido no prazo máximo de seis meses. O processo unificado de escolha para Conselheiros Tutelares está previsto para acontecer no dia 6 de outubro deste ano, em todo o País. Os eleitos devem tomar posse em 10 de janeiro de 2020.

Por fim, o MPPE recomendou que o Comdica forneça os recursos humanos e materiais necessários para a condução do pleito, incluindo o fornecimento de assessoria técnica e jurídica; que seja dada ampla divulgação do processo, bem como dos locais de votação; e que providencie, junto à Guarda Municipal e à Polícia Militar, as medidas necessárias para garantir a segurança desse processo de escolha, incluindo escolta das urnas e presença de equipe nos locais de votação, bem como no local de apuração.

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14/02/2019 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou aos delegados de Polícia que compõem a 21ª DPH e 128º Circunscrição, do município de Santa Cruz do Capibaribe, que, ao tomarem conhecimento de provável violência sexual praticada em face de crianças e adolescentes, sejam elas vítimas ou testemunhas, proponham ação cautelar de antecipação de prova.

Os Delegados de Polícia devem observar fielmente o art. 21 da Lei 13.431/17, o qual impõe à Autoridade Policial “representar ao Ministério Público para que proponha ação cautelar de antecipação de prova, resguardados os pressupostos legais, sempre que a demora possa causar prejuízo ao desenvolvimento da criança ou do adolescente”.

Segundo o promotor de Justiça Lúcio Carlos Malta Cabral, se constatado que a criança ou adolescente está em risco, os delegados devem requisitar à autoridade judicial responsável as medidas de proteção pertinentes. Entre elas, evitar o contato direto da criança ou do adolescente com o suposto autor da violência; solicitar o afastamento cautelar do investigado da residência da vítima; requerer prisão preventiva do investigado, quando houver indícios de ameaça à criança ou adolescente; requerer a inclusão da vítima em programa de proteção a vítimas ou testemunhas ameaças; e solicitar aos órgãos socioassistenciais a inclusão da vítima e de sua família nos atendimentos a que têm direito.

Existe a necessidade de propiciar à vítima de violência sexual um atendimento humanizado e multidisciplinar, não só na área da saúde, mas também quando da realização do registro de ocorrência, através de escuta qualificada ou do depoimento especial da criança ou do adolescente, e da realização da perícia médico-legal, permanecendo em instalações adequadas e com profissionais capacitados e com perfil para este atendimento”, afirmou o promotor de Justiça, no documento.

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26/02/2019 - Após tomar conhecimento da realização de um evento festivo em praça pública com a participação de crianças e adolescentes, a Promotoria de Justiça de Itamaracá expediu duas recomendações orientando a Prefeitura e o Conselho Tutelar a seguir as recomendações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Na primeira delas, voltada ao prefeito Mosar Barbosa Filho, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou que o gestão não autorize a realização de eventos em espaço público e no horário vespertino nos quais sejam divulgadas músicas ou danças com conteúdos inadequados a crianças e adolescentes. Além disso, o prefeito deve dar cumprimento ao disposto no artigo 74 do ECA, que estabelece a necessidade de se informar sobre as faixas etárias não recomendadas para espetáculos públicos.

“Além disso, ao conceder autorização para particular realizar diversões ou espetáculos públicos em lugares fechados, o município deve exigir que os responsáveis fixem informação sobre a natureza do espetáculo e a faixa etária especificada”, acrescentou a promotora de Justiça Katarina Gouveia.

Já a segunda recomendação foi direcionada ao Conselho Tutelar de Itamaracá e visa assegurar que o órgão cumpra seu papel durante a realização de eventos festivos. Para garantir o cumprimento do que determina o ECA, os conselheiros tutelares devem inspecionar os locais de festas. Ao tomar conhecimento da presença de crianças menores de dez anos desacompanhadas dos pais ou responsáveis em locais de shows, os conselheiros devem aplicar a medida protetiva de encaminhamento das crianças aos pais, orientação e advertência.

Mesmo no caso de as crianças estarem acompanhadas dos pais, se for identificada a presença em evento considerado inadequado para a faixa etária, os conselheiros deverão aplicar aos pais ou responsáveis a medida de advertência, prevista no ECA. A mesma medida cabe nos casos de participação de adolescentes em shows e eventos não recomendados para suas faixas etárias.

Tanto a Prefeitura de Itamaracá como o Conselho Tutelar têm o prazo de 48 horas para informar ao MPPE se acatam ou não as medidas recomendadas. 

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20/02/2019 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio dos Centros de Apoio Operacional às Promotorias da Infância e Juventude (Caop Infância e Juventude) e de Defesa do Direito Humano à Educação (Caop Educação), realizou nesta quarta-feira (20), a apresentação do Projeto Caops em Ação - Infância, Juventude e Educação. A ação ocorreu no auditório das Promotorias de Justiça de Petrolina e teve como objetivo auxiliar os promotores de Justiça nas ações de estruturação e organização da rede de atendimento infantojuvenil dos municípios.

A programação contou, no turno da manhã, com uma série de palestras, debates e outras atividades, abordando temas como a capacitação da rede de atenção, o direito à educação, o combate à evasão escolar e a luta pelo fim da violência contra crianças e adolescentes. À tarde, foi realizada uma reunião com os promotores de Justiça, na qual foram mapeadas as principais necessidades dessas áreas de atuação.

“A capacitação da rede de atenção, o direito à educação, o combate à evasão escolar e a luta pelo fim da violência contra a criança e adolescente são temas fundamentais na defesa de uma sociedade que faz valer os direitos da cidadania”, destacaram os promotores de Justiça Guilherme Lapenda e Sérgio Souto, coordenadores do Caop Infância e Juventude e Caop Educação, respectivamente.

O evento contou com a participação de promotores de Justiça, conselheiros tutelares, conselheiros de Direitos da Criança e do Adolescente, gestores da área da Educação e equipes interprofissionais da rede de atenção da 2ª Circunscrição Ministerial, que agrega os municípios de Afrânio, Dormentes, Cabrobó, Petrolina, Santa Maria da Boa Vista, Orocó e Lagoa Grande. 

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13/02/2019 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou que os proprietários ou responsáveis por clubes, boates, casas noturnas, bares e outros estabelecimentos onde serão realizados festas de Carnaval abertas ao público efetuem um rigoroso controle de acesso aos locais, de modo que não seja permitido o ingresso de crianças e adolescentes desacompanhados dos pais ou responsável legal.

Vários desses eventos contam com serviços de open bar, onde são livremente servidas bebidas alcoólicas aos presentes, sendo notória a insuficiência de fiscalização quanto à idade do público”, afirmou a promotora de Justiça Aline Arroxelas Galvão de Lima, no texto da recomendação.

O MPPE recomendou que o controle de acesso seja efetuado mediante apresentação dos documentos de identidade da criança ou adolescente e de seus pais ou responsáveis. No caso de falta de documentação ou dúvida quanto à sua autenticidade, o acesso não deve ser permitido.

Mesmo com a realização dos procedimentos de controle de acesso, os proprietários dos estabelecimentos devem cumprir a legislação e se abster de vender, fornecer ou servir bebidas alcoólicas a crianças e adolescentes. Em caso de dúvida quanto à idade da pessoa à qual a bebida estiver sendo vendida ou fornecida, deve ser solicitada a apresentação de um documento de identidade.

Por terem o dever legal de impedir a venda ou o repasse de bebidas alcoólicas a crianças e adolescentes, ainda que praticados por terceiros, os proprietários podem ser responsabilizados administrativa, civil e criminalmente pelo ocorrido, não sendo aceita a usual excusa de que a venda teria sido feita originalmente a adultos”, completou a promotora de Justiça.

O Conselho Tutelar, assim como os representantes do MPPE e do Poder Judiciário devem ter acesso livre aos eventos, para que possam exercer suas atividades de fiscalização. Eventuais casos de descumprimento da lei devem ser comunicados imediatamente à Polícia Militar.

Segurança nos blocos - já na cidade do Recife, o promotor de Justiça de Defesa do Consumidor Maviael Souza expediu recomendação visando fiscalizar a venda de ingressos para eventos carnavalescos, com o objetivo de evitar superlotação nos locais de realização das festas.

O Corpo de Bombeiros deve vistoriar os blocos e camarotes a fim de verificar se os mesmos atendem aos requisitos de segurança fixados em lei, em especial, a determinação da capacidade máxima de público especificada no alvará e no atestado de regularidade do Corpo de Bombeiros. Em caso de descumprimento das normas, o Corpo de Bombeiros deverá adotar as medidas pertinentes, inclusive interdição imediata do evento e/ou estabelecimento.

O MPPE recomendou à gestão municipal fiscalizar os locais de festa, para verificar se os mesmos estão funcionando para as atividades que foram realmente autorizadas, bem como se atendem aos requisitos de segurança.

Por fim, o promotor de Justiça recomendou aos produtores e representantes dos blocos carnavalescos, e aos intermediários de venda de ingressos, que se abstenham de comercializar ingressos em número superior à lotação máxima dos locais.

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Destaques CAOP Defesa da Infância e Juventude


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